Histórico

O NCE foi inicialmente criado como Departamento de Cálculo Científico da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação para prestar apoio acadêmico, mas logo começa a ampliar suas atividades e, em março de 1967, desvincula-se administrativamente da COPPE. Nasce então o Núcleo de Computação Eletrônica, órgão suplementar do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza.

O final da década de 60 marcou o início da pesquisa e desenvolvimento na Informática. Em 1970, o NCE entrou na área de processamento de dados da administração da UFRJ e apoio computacional às demais unidades. Com o saber gerado por esta experiência, a aplicação foi feita primeiramente na parte de programação (software), buscando prover as indústrias de projetos desenvolvidos aqui, ou seja, já adaptados às condições locais.

No final de 1973, o NCE deu os primeiros passos no desenvolvimento e pesquisa em hardware. Uma filosofia sempre permeou todas as atividades do Núcleo: não bastava apenas utilizar o computador como uma máquina de processamento de dados, o computador era um meio de modificar a cultura da sociedade na era da Informática. Essa filosofia proporcionou uma intensa formação de pessoal qualificado e industrialização de vários projetos.

O trabalho do Núcleo de Computação Eletrônica e de outros centros de pesquisa do país fortaleceu a indústria nacional como um todo. O desenvolvimento desta indústria de Informática possibilitou muito mais que a mera geração de empregos para meia dúzia de profissionais especializados; a aquisição de uma cultura nacional numa área que não dominávamos, com repercussões em todos os outros setores da economia.

O NCE e a Reserva de Mercado

O NCE sempre esteve em defesa da manutenção da política de reserva de mercado, que vigorou de 1976 a 1984, por entender que ela favorecia a independência tecnológica e o desenvolvimento da indústria nacional. Por mais de uma vez, em coerência com esta posição, manifestou-se publicamente, tendo divulgado em 1984 um documento assinado por mais de 100 pesquisadores e técnicos. Entre outros argumentos, o documento destacava que pela expansão da Informática a outros segmentos da economia, qualquer decisão tomada na área acarretaria conseqüências que, certamente, teriam reflexos na sociedade como um todo, a médio e longo prazo.

Na área de software, o NCE criou em 1977 um sistema de edição de textos e entrada remota de dados, denominado PRETEXTO. Na área de sistemas operacionais foi concluído, em 1979, o SOCO – Sistema Operacional em Disco – que rodava no micro POTI, a versão industrial do microcomputador de 8 bits. Micros POTI foram instalados na Reitoria da própria UFRJ, na farmácia do Hospital Universitário, e na Biblioteca do Ministério da Indústria e Comércio, em Brasília.

De 1977 a 1982, o NCE investiu esforços numa nova área: a dos minicomputadores. O Projeto PEGASUS/PLURIX, que recebeu o primeiro prêmio em Feira Internacional, teve início em 1982, seguindo uma tendência internacional que apontava na direção dos supermicros, confirmada pela indústria nacional em 1985, quando os primeiros modelos foram lançados no mercado.

Na área de Redes Locais, dois grandes projetos foram desenvolvidos: a Rede em Anel de Cambridge, e em conjunto com PUC, IME, LNCC e LARC o NCE participou da criação do projeto RedeRio, que visava integrar universidades e centros de pesquisa através Rede Nacional de Pacotes (Renpac), da Embratel. Esse projeto foi o ponto de partida para a utilização da bitnet e, mais tarde, da internet no Brasil.

Na área de Microeletrônica, a atuação do NCE teve início em 1981, com objetivos bem definidos de formação de mão-de-obra, criação de um laboratório de projetos de sistemas digitais e desenvolvimento completo de circuitos VLSI.

O NCE firmou com a Universidade Autônoma de Puebla, no México, um Convênio de Cooperação Tecnológica que permitiu a fabricação de chips naquele país, a partir de ferramentas de software criadas no NCE. Através do convênio, o NCE transferia sistemas para o Laboratório de Microeletrônica da universidade mexicana, que fabricava os circuitos integrados.

Em 1986 foi criada uma linha de pesquisa em Inteligência Artificial. O primeiro projeto foi o Walk – um sistema especialista em modularização de programas.

Outra linha de pesquisa surgida nos anos 80 foi a de avaliação de desempenho e confiabilidade de sistemas de computação. Nela incluíam-se o desenvolvimento de um pacote integrado de ferramentas analíticas e de simulação que incorporavam o estado da arte na área.

Alguns nomes que hoje fazem parte da história da Informática no Brasil compuseram os quadros técnicos do NCE, como Tércio Pacitti, Ivan da Costa Marques, Newton Faller, Ysmar Viana, Paulo Bianchi, Júlio Salek e muitos outros que, com coragem, dedicação e pioneirismo deixaram sua contribuição para o desenvolvimento tecnológico do país.

 
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O Microsoft DreamSpark (antigo MSDNAA) é um programa da Microsoft que permite a utilização educacional e acadêmica de sua plataforma de software, servidores e ferramentas de desenvolvimento.


 

O Serviço DreamSpark (antigo MSDN AA) vinha sendo oferecido à comuinidade acadêmica pelo NCE há diversos anos. No entanto, recentemente a Microsoft modificou as clausulas contratuais do serviço DreamSpark Premium, e o serviço agora só pode ser utilizado por alunos, professores e técnicos de departamentos nas áreas de STEM (ciencia, tecnologia, engenharia e matemática).

 

Além disso, o serviço DreamSpark Premium não pode ser mais oferecido para toda a instituição academica. De agora em diante, cada departamento STEM deve ter um contrato separado com a Microsoft, para atender aos seus usuários específicos.

 

Portanto, lamentamos o inconveniente,mas as modificações contratuais colocadas recentemente pela Microsoft não permite mais que continuemos a oferecer o serviço DreamSpark da maneira como vinha ocorrendo há anos.

 

Atenciosamente

Agosto/2013

NCE / Instituto Tércio Pacitti

 

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